Parei de andar aos 10 anos de idade, diagnóstico: Síndrome de Guillain-Barré. Leia mais….

250902_220561711304991_6160089_nNeste post, decidi pesquisar um pouco mais sobre a paralisia que tive nas pernas aos 10 anos de idade e da noite para o dia. Por incrível que pareça, nunca tive muito a curiosidade de pesquisar o que é a SINDROME DE GUILAINN-BARRÉ que foi o diagnóstico que os médicos deram.

Avaliando tudo o que tenho lido, lembro da minha querida amiga e médica Sheila Salgado dizendo: “Debinha(como ela me chama carinhosamente), acho que você não teve essa sindrome, mas sim teve MIELITE TRANSVERSA….” imaginem isso…minha vida inteira eu dizendo que tive a GUILLAIN BARRÉ e de repente vem minha querida amiga para mudar toda minha história?!?!!? Rsrsrsrssr pois é, mas lendo mais a fundo sobre a SGB, percebo que não tive paralisia nas mãos, detalhe que na maioria dos casos que venho lendo aconteceu, entre outros sintomas. Os sintomas que eu tive foram: Formigamento, desequilibrio, perda parcial da sensibilidade(não sinto dor nem temperatura de água do joelho para baixo por exemplo), incontinência urinária e a fraqueza muscular que me deixou sem caminhar do dia para a noite. Resumindo,  vou continuar dizendo a quem me perguntar que eu tive a SGB! Afinal o diagnóstico não vai mudar em nada minha situação de cadeirante(tão bem resolvida diga-se de passagem), além de ser um nome bem chique rsrsrsr!! Até onde eu sei, a SGB hoje em dia tem cura e a pessoa pode voltar a andar sem sequelas nenhuma, basta procurar o médico imediamente quando começar a sentir a fraqueza muscular.

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Vejam abaixo uma matéria bem esclarecedora sobre a SGB.

A jornalista Lucia Hipólito é uma das vítimas da síndrome de Guillain-Barré, está se recuperando mas ainda se locomove de cadeira de rodas

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. Estes nervos enviam mensagens do cérebro para os músculos, instruindo-os a se moverem, e também levam sensações como a dor, prazer, gosto, etc., para o cérebro. O dano de um nervo causa freqüentemente fraqueza muscular (muitas vezes chegando a causar paralisia total), e pode causar anormalidades de sensação, inclusive dor, formigamento, sensação de “comichão na pele”, ou até desequilíbrio.

O que torna a síndrome de Guillain-Barré uma emergência médica é que a fraqueza pode afetar os músculos do tórax responsáveis pela respiração. Se eles são paralisados, o paciente pode morrer por falta de oxigênio. O paciente deve ser monitorado cuidadosamente; normalmente em um hospital, para ter certeza que a respiração e outras funções vitais são mantidas.

Ninguém sabe o que causa a síndrome de Guillain-Barré. Na maioria dos casos é uma desordem auto-imune na qual o sistema imunológico do corpo ataca e destrói a cobertura de mielina que envolve os nervos longos, muito semelhante ao isolamento ao redor de um fio de eletricidade. A Mielina protege o nervo e ajuda a acelerar a transmissão dos impulsos elétricos por ele. Se a mielina é destruída, os impulsos nervosos viajam muito lentamente e podem ser interrompidos. Se os músculos não são ativados, eles não funcionarão corretamente. Por esta razão as pessoas com a síndrome de Guillain-Barré experimentam fraqueza e paralisia de certos grupos musculares.

A Síndrome de Guillain-Barré é incomum, afetando menos que 4000 pessoas nos Estados Unidos a cada ano. Como a doença acomete somente algumas pessoas é um mistério. Em mais de dois-terços dos pacientes, a síndrome de Guillain-Barré ocorre três semanas após uma doença virótica, como um resfriado ou a gripe, ou após uma infecção bacteriana (particularmente a bactéria chamada Campylobacter jejuni que causa infecções intestinais). Alguns cientistas acreditam que o vírus causador pode afetar as células do sistema nervoso de forma que elas são atacadas pelo sistema imune do corpo. Alternativamente, o vírus pode sensibilizar partes do sistema imune de forma que isto ataca a mielina. Pesquisas das causas da síndrome de Guillain-Barré continuam.

Quadro Clínico

Os sintomas da síndrome de Guillain-Barré variam de pessoa para pessoa e podem ser moderados ou severos. Freqüentemente, o primeiro sintoma significativo que a pessoa com esta doença notará é a fraqueza, e freqüentemente ela é sentida em ambas as pernas. Com o passar do tempo, a fraqueza envolve os braços ou a cabeça, afetando os olhos, os movimentos da cabeça e a fala, depois de ter afetado as pernas em primeiro lugar.

Às vezes a fraqueza é precedida ou acompanhada por uma sensação de formigamento, freqüentemente nas partes mais baixas das pernas e pés. Além disso, cada grupo muscular afetado pode ter dor e/ou formigamento. A síndrome de Guillain-Barré pode prejudicar o controle da pressão sanguínea do corpo temporariamente, levando de forma perigosa à pressão baixa quando a pessoa se levanta depois ter se abaixado ou de ter se sentado (hipotensão postural).

A doença progride rapidamente, e a maioria dos pacientes atinge seu cume, com fraqueza das pernas, braços, tórax, e outros músculos por volta três semanas após o começo da doença. Em alguns casos, a fraqueza pode progredir muito rapidamente: A fraqueza que se inicia nas pernas pode progredir para completa paralisia das pernas, braços e músculos da respiração num curso de horas ou de muito poucos dias. Por isso, uma pessoa que desenvolve fraqueza súbita nas pernas ou braços deve entrar em contato com seu médico imediatamente.

A fraqueza pode durar dias, semanas ou meses antes que a reversão do quadro se devolva. O retorno da força semelhante à pré-doença e funcionamento é lento, às vezes dura meses ou anos. A maioria dos pacientes retorna ao normal dentro de meses.

A jornalista Lucia Hipólito tem enfrentado uma barra para se recuperar da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que leva à perda da habilidade de grupos musculares. “Eu perdi os movimentos das pernas, dos braços e a voz. O meu rosto parecia que tinha tomado uma overdose de botox”, conta.

Lucia estava de férias na França quando a doença se manifestou. A jornalista lembra que tudo aconteceu no dia em que iria embarcar de volta para o Brasil. “Fui levantar para trocar de roupa e parei de sentir minhas pernas. Fiquei três meses lá e depois mais um ano e cinco meses internada aqui.” Segundo a jornalista, as dores e as dificuldades provocadas pela síndrome a fizeram desejar o pior. “Teve alguns dias em que eu quis morrer para liquidar tudo de uma vez. Essa é uma doença infernal”, afirma no Programa do Jô.

Apesar do pesadelo, Hipólito conta alguns momentos mais descontraídos em sua recuperação. “Teve um dia em que uma enfermeira gorda caiu por cima de mim. A gente tem que rir um pouco, porque o humor pode nos salvar.” Ainda se locomovendo com uma cadeira de rodas, Lucia comemora a sua visível melhora. “Recuperei minhas mãos, que ainda estão um pouco tortas, e estou conseguindo dar seis passos no andador, que para mim é uma vitória.”

Fonte: Doutor Policlin

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